Questão 1 – letra A: Para Platão, o mundo das ideias é o mundo do "eternamente verdadeiro", "eternamente belo" e "eternamente bom" e é distinto do mundo sensível no qual vivemos.
O SUJEITO E O OBJETO DO CONHECIMENTO. – Questões 3 e 7
Os seres vivos têm potencialidades que se desenvolvem segundo suas necessidades de sobrevivência. Assim, a planta colocada no canto da sala, em lugar de crescer em linha reta, para cima, cresce em ângulo inclinado, à procura da luz vinda da janela. Ela se adapta à condição do meio. as minhocas não têm olhos, mas são dotadas de tato e olfato muito apurados, necessários no ambiente onde vivem. as aves em geral não precisam de tato e olfato no ambiente aéreo; possuem, em compensação, uma visão muito aguda, com um mecanismo de filtragem das cores que lhes permite distinguir a uma longa distância um inseto na relva verde. o cego, por exemplo, tem o tato e a audição muito mais desenvolvidos que qualquer homem de visão normal.
Em todos esses exemplos, precebe-se uma adaptação de organismos vivos às condições do meio em que vivem.
Além das características comuns aos seres vivos, o homem tem a capacidade especial de pensar, o que lhe possibilita não apenas conviver com a realidade, mas também conhecê-la. conhecer a realidade significa compreendê-la e explicá-la.
O conhecimento humano tem dois elementos básicos: um sujeito e um objeto. O sujeito é o homem, o ser racional que quer conhecer (sujeito cognoscente). O objeto é a realidade (as coisas, os fatos, os fenômenos, os processos) com que coexistimos. o homem só se torna sujeito do conhecimento quando está diante do objeto a ser conhecido. A realidade só se torna objeto do conhecimento perante um sujeito que queira conhecê-la. O próprio homem pode ser objeto do conhecimento
MODALIDADES DA ATIVIDADE RACIONAL – Questão 4
Realismo: é a posição filosófica que afirma a existência objetiva ou em si da realidade externa como uma realidade racional em si e por si mesma e, portanto, que afirma a existência da razão objetiva. O realismo é alguém que acredita que a busca do conhecimento consiste essencialmente em descobertas. Isso significa acreditar que há fatos sobre o mundo exterior que se dão independentemente de que os descubramos ou não.
EMPIRISMO: Doutrina ou teoria do conhecimento segundo a qual todo conhecimento humano deriva, direta ou indiretamente, da experiência sensível externa ou interna. O empirismo, sobretudo de Locke e de Hume, demonstra que não há outra fonte do conhecimento senão a experiência e a sensação.
Inatismo: concepção segundo a qual certas idéias, princípios ou estruturas do pensamento são inatas em virtude de pertencerem à natureza humana – isto é, à mente ou ao espírito – sendo, portanto, nesse sentido, universais.
Idealismo: Não podemos saber nem dizer se a realidade exterior é racional em si, pois só podemos saber e dizer que ela é racional para nós, isto é, por meio de nossas idéias. Esta posição é conhecida como idealismo. Na linguagem cotidiana, o termo idealismo se emprega para designar o apreço por valores e ideais. Filosoficamente, no entanto, refere-se ao conjunto de doutrinas que, por caminhos diversos, afirmam a precedência da consciência sobre o ser, ou da realidade ideal sobre a realidade material. Em sentido amplo, o idealismo constitui uma das duas correntes filosóficas básicas . Contrapõe-se ao materialismo, para o qual toda realidade tem sempre caráter material ou corporal. Seu traço característico é tomar como ponto de partida para a reflexão filosófica o “eu”, encarado sob o aspecto de alma, espírito ou mente.
A FILOSOFIA DE BACON – Questão 8
O pensamento filosófico de Bacon representa a tentativa de realizar aquilo que ele mesmo chamou de Instauratio magna (Grande restauração). A realização desse plano compreendia uma série de tratados que, partindo do estado em que se encontrava a ciência da época, acabaria por apresentar um novo método que deveria superar e substituir o de Aristóteles. Esses tratados deveriam apresentar um modo específico de investigação dos fatos, passando, a seguir, para a investigação das leis e retornavam para o mundo dos fatos para nele promover as ações que se revelassem possíveis. Bacon desejava uma reforma completa do conhecimento. A tarefa era, obviamente, gigantesca e o filósofo produziu apenas certo número de tratados. Não obstante, a primeira parte da Instauratio foi concluída.
A reforma do conhecimento é justificada em uma crítica à filosofia anterior (especialmente a Escolástica), considerada estéril por não apresentar nenhum resultado prático para a vida do homem. O conhecimento científico, para Bacon, tem por finalidade servir o homem e dar-lhe poder sobre a natureza. A ciência antiga, de origem aristotélica, também é criticada. Demócrito, contudo, era tido em alta conta por Bacon, que o considerava
mais importante que Platão e Aristóteles.
A ciência deve restabelecer o imperium hominis (império do homem) sobre as coisas. A filosofia verdadeira não é apenas a ciência das
coisas divinas e humanas. É também algo prático. Saber é poder. A mentalidade científica somente será alcançada através do expurgo de uma série de preconceitos por Bacon chamados ídolos. O conhecimento, o saber, é apenas um meio vigoroso e seguro de conquistar poder sobre a natureza.
A FILOSOFIA DE DESCARTES – Questão 8
O filósofo francês René Descartes é considerado por muitos o autor inaugural da modernidade, uma vez que a filosofia anterior estava preocupada com questões acerca da natureza do mundo. O sujeito não tinha lugar central na filosofia; o homem usava o intelecto para conhecer as coisas, e
não ele mesmo. Com Descartes houve uma mudança de foco: ele jogou a luz no sujeito; não busca mais entender o mundo exterior e, sim, se volta para seu interior, pois acredita que nele que está fundada a condição de conhecer o mundo. A modernidade pode, assim, ser entendida como uma série de sistemas que partem do sujeito para conhecer o mundo.
Para Descartes, a forma de alcançar o verdadeiro conhecimento é através da razão; se esta não for capaz de alcançá-lo, isso acontece porque é falha. Em vez de seguir os conhecimentos recebidos, basta seguir o bom senso, já que o homem é racional. Nisso vê-se que o racionalismo está apresentado como uma espécie de naturalismo. Descartes considerava a razão como algo natural; além de ser comum a todos os homens, ela é una. Segundo o filósofo, as ciências exatas são o lugar onde a razão está mais bem expressa; por esse motivo, ele pegou emprestado
o método matemático para aplicá-lo em seu sistema filosófico.
Ele acreditava que o rigor da disciplina poderia conduzir o pensamento de forma mais exata. Assim, Descartes passou a colocar em dúvida tudo que existe e não seja claro e distinto – dos objetos simples
aos mais compostos, dos objetos mais imediatos até os mais universais.
Descartes entendia que a verdade seria encontrada se o sujeito se voltar para dentro de si e afastado de tudo, ou seja, sem nenhuma ideia preconcebida por mestres e sem levar em conta os costumes. Vê-se bem o que caracteriza o racionalismo: a absoluta falta de contato com o mundo externo; nada de fora influencia a razão.
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